quinta-feira, 22 de março de 2012

RESTRIÇÃO INCENTIVA USO DE VUC`S

Transportadoras estão se armando contra as restrições aos caminhões na cidade de São Paulo trocando os veículos pesados, que transportam até 40 toneladas de carga, pelos VUC`s(veículo urbano de carga), que comportam até 4 ton`s.

A mudança do perfil de veículos começou  a ocorrer em 2008, quando todo o centro expandido da capital passou a ser restrito das 5h às 21h, e intensificou-se com as proibições nas marginais Pinheiros e Tietê e em outras 27 vias.

A venda desse tipo de veículo comercial foi a que mais cresceu na fabricante Iveco, por exemplo. No último ano, aumentou 45%. Na Kia Motors, o VUC respondeu por 28% das vendas na cidade em 2011, em 2009, era 15%.

Segundo Celso Salgueiro Filho, diretor administrativo da Expresso Mirassol, transportadora com sede em Guarulhos, desde que começaram as restrições, a empresa investiu cerca de R$20 milhões acrescentando 120 VUC`s e outros 80 utilitários à frota de então 400 caminhões pesados. O consumo de combustível na empresa aumentou em três vezes. Agora a transportadora estima que trocará de 20 a 30% dos caminhões por VUC`s para o abastecimento dentro da cidade, principalmente se o  prefeito Gilberto Kassab (PSD) mantiver a promessa de liberar o trânsito desse veículo em todos os horários.

Prós e Contras
Especialistas divergem sobre a vantagem da troca de caminhões pesados pelos de menor porte. Horácio Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transporte, calcula que um caminhão com capacidade média de 20 toneladas tenha que ser trocado por cinco VUC`s.
"Vai criar um efeito multiplicador que só tende a aumentar trânsito, poluição, acidentes e o valor do frete." Já o especialista Sergio Ejzenberg diz que outras vantagens do veículo mais leve compensam, como a facilidade que eles têm para estacionar e o fato de não ocuparem mais de uma faixa das ruas.

A Secretaria Municipal de Transportes vê a substituição com bons olhos,porque os VUC`s são menores, mais ágeis e têm acidentes de menor impacto para acidade, segundo a pasta.
Fonte: Folha