quarta-feira, 21 de março de 2012

QUEDA DAS VENDAS DE CAMINHÕES PREOCUPA MONTADORAS

A forte queda nas vendas de caminhões e ônibus neste início de ano está preocupando as montadoras. Por conta disso, algumas empresas como a Mercedes-Benz, a Ford e a Scania estão avaliando medidas para minimizar os impactos desta baixa em seus negócios.
Na Mercedes, por exemplo, colaboradores ligados à produção de caminhões e ônibus ficarão em férias coletivas por dez dias, no começo de abril (2 a 11). Além dessa parada, a empresa comunicou que vai interromper a produção por mais duas vezes também em abril. “Corremos o risco de perder postos de trabalho se a produção continuar parada dessa forma”, alertou Moisés Selerges, diretor de organização do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Por conta disso, a categoria está cobrando do governo federal um programa que incentive a produção dos veículos com motores Euro 5 para tirar o setor da estagnação.
Na montadora Scania, a produção caiu 30% no começo deste ano e a fábrica já adiantou que haverá vários dias de parada de produção no resto do ano. “Nosso maior desafio na Scania é com relação à manutenção dos trabalhadores contratados por prazo determinado”, afirmou Rafael Marques, vice-presidente do Sindicato.
Já na Ford, foram produzidos no ano passado 43.700 caminhões e os números para este ano são bem mais modestos. A previsão é fabricar 26.100 caminhões em 2012. Por isso, foram programados 36 dias de banco de horas e estão previstos 10 dias de férias coletivas em julho para os trabalhadores na fábrica em São Bernardo. “Também estamos com dificuldade de efetivar alguns trabalhadores temporários neste começo de ano”, disse Alexandre Aparecido Colombo, coordenador da representação na Ford.
Na linha de produção da fábrica em São Bernardo, funcionários vão ao trabalho três vezes por semana, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre. "Eles estão administrando a produção de caminhões com o banco de horas", disse o sindicalista. No entanto, a montadora negou a informação. "A Ford não confirma, neste momento, paralisação em sua fábrica de caminhões e afirma que seu volume de produção está ajustado às condições de mercado."

Fonte: Portal O Carreteiro (com informações do jornal Tribuna e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)