quinta-feira, 31 de julho de 2014

PNEUS: MICHELIN COMENTA TESTE EM QUE A CONTINENTAL LEVOU A MELHOR

Consumo de diesel ficou 4,6% abaixo quando o caminhão foi equipado com pneus da fabricante alemã.

Por intermédio de nota enviada pela assessoria de imprensa, a Michelin comentou os resultados do teste realizado no último mês de junho em evento para a imprensa e transportadores promovido pela Continental.

A intenção da empresa era demonstrar a vantagem dos seus pneus no quesito consumo de diesel. Num percurso de 20 quilômetros, um caminhão Volvo FH 460 rodou a uma velocidade constante de 60 km/h com pneus Continental e o resultado foi a média de 2,28 km por litro de diesel.

O mesmo veículo foi equipado em seguida com pneus Michelin e repetiu o percurso, chegando a 2,18 km por litro. Ou seja, 4,6% de economia para os Continental. Se aquele caminhão rodasse assim 120 mil km em um ano, economizaria R$ 6.322,86 em diesel. Numa frota de 100 caminhões, a economia seria de R$ 632.286,00 por ano.

Segundo a nota enviada pela Michelin (veja íntegra abaixo) “o compromisso da Michelin é entregar aos seus clientes o melhor conjunto de performances em um mesmo pneu durante toda sua vida útil: durabilidade, aderência em solo seco e molhado, índice de recapabilidade, eficiência energética, conforto e robustez. Muitas dessas performances são antagônicas, ou seja, para serem obtidas, interferem nas demais. Não se trata de maximizar uma única performance, o que seria possível, mas oferecer um equilíbrio entre elas, proporcionando o melhor de cada uma sem prejuízo das demais”.

Na primeira etapa do teste, o caminhão recebeu na dianteira e nos eixos livres da carreta o modelo Continental HSR2 AS, e nos eixos de tração o HDR2, ambos fabricados em Camaçari (BA). Os pneus Michelin usados na dianteira e os da carreta eram Multiway XZE. Na tração estavam os XDE 2+. A medida utilizada em ambas as marcas foi 295/80 R22.5 com pressão de 120 libras.

“Escolhemos o Michelin porque ele foi o mais econômico depois do nosso nos testes já realizados. Além disso, concorremos no segmento Premium, como a Michelin”, explicou o superintendente da Continental para o Mercosul, Renato Sarzano.

Para dar mais confiabilidade à comparação, outro caminhão Volvo, com a mesma configuração, foi utilizado como veículo de controle para servir de referência quanto a influências externas como ventos ou variações da temperatura.

A explicação técnica para este resultado é que o consumo de combustível está diretamente relacionado com a resistência ao rolamento dos pneus quando em contato com o solo. A maior parte da resistência ao rolamento é gerada na região da banda de rodagem. Segundo a Continental, no caso dos pneus HSR2 SA usados no teste, o talão mais robusto aumenta a rigidez, reduzindo deformações e, consequentemente, a resistência ao rolamento. Além disso, os compostos de borracha dos dois modelos de pneus são mais densos, o que mantém a pressão do ar no nível ótimo por um tempo até 50% superior ao das tecnologias convencionais.

Veja abaixo a íntegra da nota enviada pela Michelin a pedido da Revista Carga Pesada:

“O compromisso da Michelin é entregar aos seus clientes o melhor conjunto de performances em um mesmo pneu: durabilidade excepcional, excelente aderência em solo seco e molhado, alto índice de recapabilidade, aumento da eficiência energética, conforto, robustez, entre outros. Tudo isso ao longo de toda a vida útil do pneu. Muitas dessas performances são antagônicas, ou seja, para serem obtidas, interferem nas demais. Não se trata de maximizar uma única performance, o que seria possível, mas oferecer um equilíbrio entre elas, proporcionando o melhor de cada uma sem prejuízo das demais, levando em consideração um item fundamental, a condição de uso do pneu. É isso que chamamos de Michelin Total Performance, entregar a melhor oferta, oferecendo o menor custo total, com o objetivo de contribuir, de forma significativa, para o negócio do cliente.

“Isso é possível graças à nossa qualificada rede de revendas e uma equipe da Michelin de cerca de 120 profissionais capacitados para identificar as necessidades de nossos clientes, permitindo a adaptação da nossa oferta às condições reais de utilização – aclives com necessidade de tração superior, declives com uso constante de frenagens, condições de pavimentação, dentre outros – o que é dificilmente replicado em um único teste.

“Por meio de investimento constante em Pesquisa e Desenvolvimento da ordem de 600 milhões de Euros por ano, e mais de 6.600 pessoas dedicadas à inovação, a Michelin garante, a superioridade no equilíbrio das performances, maximizando o valor da oferta total para o cliente.”


Fonte: Carga Pesada

segunda-feira, 28 de julho de 2014

DUPLICAÇÃO DA BR-163/MS É INICIADA EM MATO GROSSO DO SUL

As obras de duplicação da BR-163/MS foram iniciadas em várias frentes situadas ao longo da rodovia, conforme divulgou a CCR MSVia. As obras contam com Autorizações Especiais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que também autorizou a implantação de Praças de Pedágio e Bases Operacionais. “O Ibama autorizou a duplicação em 10 pontos da rodovia, em um total de 89,2 quilômetros de extensão, além da construção das 17 Bases Operacionais do SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário) e de 09 Praças de Pedágio”, informou diretor de engenharia da concessionária, Décio de Rezende Souza. O engenheiro reiterou ainda que a CCR MSVia cumprirá o compromisso de concluir a duplicação dos primeiros 10% da rodovia e construir as praças de pedágio em até 18 meses, contados a partir de abril de 2014. 

As Autorizações do Ibama foram expedidas pelo órgão federal de acordo com o Programa de Rodovias Federais Ambientalmente Sustentáveis, instituído pelos Ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes, por meio das Portarias Interministeriais nº 288 e 289, de 16/07/2013, que visam antecipar o início das obras até a obtenção da Licença Ambiental. O engenheiro informou que a concessionária está trabalhando em vários pontos da BR-163/MS com a recuperação emergencial do pavimento, correção de desníveis e reparos localizados nas pistas, recomposição de faixas e placas de sinalização, reparos e recuperação de viadutos e pontes, limpeza e desobstrução de sistemas de drenagem e implantação de sistemas de segurança, entre outros.  

A partir do mês de outubro serão iniciados os serviços de operação da rodovia, com a implantação do SAU – Serviço de Atendimento ao Usuário, com atendimentos médico e mecânico, serviço 0800 (Disque CCR MSVia), inspeção de tráfego e apoio ao usuário. Os serviços serão prestados a partir de instalações provisórias, enquanto são construídas as Bases Operacionais.

A duplicação foi autorizada nos seguintes segmentos: Caarapó - do km 192,3 ao km 203,5 (11,2 km de extensão, sentido Sul); Caarapó – do km 227,3 ao km 237,1 (9,8 km de extensão, sentido Sul); Jaraguari – do km 513,3 ao km 519,7 (6,4 km de extensão, sentido Sul); Bandeirantes/Camapuã – do 580,3 ao km 591,0 (10,7 km de extensão, sentido Sul); S. Gabriel do Oeste/Bandeirantes/Camapuã – do km 595,0 ao km 602,0 (7,0 km de extensão, sentido Sul); São Gabriel do Oeste – do km 620,4 ao km 629,0 (8,6 km de extensão sentido Sul); São Gabriel do Oeste – do km 630,3 ao km 648,7 (18,4 km de extensão, sentido Sul); Rio Verde de Mato Grosso – do km 651,8 ao km 656,2 (4,4 km de extensão, sentido Sul); Rio Verde de Mato Grosso – do km 694,9 ao km 699,5 (4,6 km de extensão, sentido Sul) e Sonora – do km 824,5 ao km 832,6 (8,1km de extensão, sentido Norte).

As praças de pedágio serão construídas nos seguintes locais: Mundo Novo, km 28,1; Itaquiraí, km 113,0; Caarapó, km 227,7; Rio Brilhante, km 313,5; Campo Grande, km 432,2; Jaraguari, km 535,4; São Gabriel do Oeste, km 605,0; Rio Verde de Mato Grosso, km 705,2 e Pedro Gomes, km 819,8.   


Fonte: O Carreteiro

BANCO MERCEDES-BENZ APURA RECORDE DE LIBERAÇÕES NO 1º SEMESTRE

Foram R$ 2,1 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão para o segmento de caminhões.

O Banco Mercedes-Benz teve o melhor primeiro semestre de sua história no Brasil ao liberar R$ 2,1 bilhões para financiamentos de janeiro a junho deste ano, informa em comunicado divulgado na sexta-feira, 25. Comparado com o desempenho de igual período do ano passado, quando o volume era de R$ 1,6 bilhão, houve aumento de 31,3%.

Caminhões demandaram a maior fatia do total liberado pela instituição para financiamentos no período, totalizando R$ 1,1 bilhão, crescimento de 45% sobre os R$ 766 milhões de mesmo intervalo de 2013. A maior alta, contudo, veio do segmento de vans: com R$ 119 milhões, houve aumento de 92% no mesmo comparativo. Já em ônibus, o valor beirou a estabilidade, passando de R$ 314 milhões para R$ 317 milhões.

“O resultado obtido até aqui indica que estamos no caminho certo. Porém, observamos atentamente os impactos das incertezas decorrentes de alguns indicadores macroeconômicos desfavoráveis. Já no setor de vans, o aumento de novos negócios no primeiro semestre é resultado das renovações e ampliações das frotas, visando atender ao aumento da demanda originada pela ótima aceitação do mercado e dos transportadores de passageiros ao modelo Sprinter”, ressalta Bernd Barth, presidente e CEO do Banco Mercedes-Benz.

No segmento leve, as liberações de crédito diminuíram 4,6% no semestre, para R$ 62 milhões, apesar de junho ter apresentado melhora na comparação com mesmo mês do ano passado, ao somar R$ 12 milhões, alta de 71,4%.

“A pequena variação negativa registrada nos automóveis da marca deve-se ao mix de produtos financiados. Apesar disso, o Banco Mercedes-Benz acredita no potencial do segmento e, por isso, continuará a investir nele. Vale ressaltar que estamos implementando ações para oferecermos condições vantajosas de financiamento ao setor, que já têm mostrado os primeiros efeitos positivos, como os números de junho nos indicam”, conclui Barth.


Fonte: Automotive Business

quinta-feira, 24 de julho de 2014

PEDÁGIO: SISTEMA ANHANGUERA-BANDEIRANTES TEM AUMENTO DE TARIFA NESTA QUARTA

A partir de 23/07, a CCR AutoBan reajusta as tarifas de pedágio do Sistema Anhanguera-Bandeirantes com base na inflação média pela variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), em 6,3748% sobre a base das tarifas que vigorou até 30/06/2014. O reajuste está previsto no contrato de concessão. A Artesp – Agência de Transporte do Estado de São Paulo – havia autorizado o reajuste da tarifa em 5,38%, a partir de 1º de julho de 2014. Segue a tabela com os novos valores.



Fonte: O Carreteiro

ZF CORTA PESO DOS CAMINHÕES PESADOS

Novas configurações de suspensões e eixos são até 100 kg mais leves.

Assim como já acontece com veículos leves, os caminhões pesados também estão entrando na era da construção leve, com uso mais intensivo de materiais como alumínio e fibra de vidro, além de projetos focados na redução de dimensões e peso das peças. Com novos eixos e sistemas de suspensão de chassi e cabine aplicados a cavalos mecânicos que pesam em torno de 40 toneladas e podem puxar outras tantas, a ZF promete reduções de peso que, somadas, chegam a cerca de 100 kg. Pode parecer pouco, mas em um veículo que roda algo como 150 mil km por ano, a economia acumulada é grande. É espaço que sobra para levar mais carga ou reduzir o consumo quando o caminhão roda vazio. 

A ZF irá apresentar os componentes mais leves no próximo Salão de Veículos Comerciais de Hannover (o IAA Nutzfahrzeuge), na Alemanha, no fim de setembro próximo. Ao todo, quatro sistemas garantem o emagrecimento do chassi: suspensão dianteira independente, amortecedores de cabine a ar, suspensão traseira e o 4-Point Link feito de fibra (peça em forma de “H” que une as longarinas ao eixo).

Começando pela dianteira, a nova suspensão independente IS 80 TF substitui o tradicional eixo rígido com substancial redução de 40 kg no peso do conjunto, sem perda de robustez, segundo a ZF. Essa configuração, com duas molas a ar e amortecedores montados em uma só peça, diminui consideravelmente a massa dos componentes usados no sistema, além de eliminar alguns itens pesados. Também há um efeito colateral benéfico: a dirigibilidade fica muito melhor. Isso porque foi possível aumentar o curso da suspensão, e assim o chassi absorve com maior eficiência as imperfeições do piso e praticamente não passa vibrações ao volante. Na pista de testes da universidade de Aachen, na Alemanha, foi possível comprovar que a solução torna a direção de um caminhão extrapesado bem mais precisa e confortável para o motorista.

Na traseira do cavalo mecânico, a ZF desenvolveu nova configuração de eixos, amortecedores e molas para poupar peso. Foram usadas peças de ligação da suspensão em alumínio. O 4-Link Point, que combina três funções em um só componente (suporta as torções longitudinais, transversais e verticais na ligação do eixo com o chassi), é feito de composto plástico reforçado com fibra de vidro, 11 kg mais leve em comparação com a mesma peça de ferro fundido. 

Nos amortecedores e molas a ar, a ZF conseguiu reduzir de 0,5 a 1,5 kg o peso de cada item, dependendo da configuração. As suspensões de eixos ficaram 40% mais leves, graças à redução de dimensões, com integração de molas e amortecedores em uma só peça, além do uso de alumínio e compostos de fibra na fabricação dos componentes. Outro efeito benéfico aqui: maior resistência dos sistemas à corrosão. 

A suspensão de cabine também está mais leve. As molas de ar feitas de fibra, em vez de aço, já integram o amortecedor no meio e substituem a cápsula de metal do componente. Com isso, cada módulo mola/amortecer pesa 1 kg a menos. 

A ZF também vai lançar no IAA de Hannover um sistema de estabilização da suspensão da cabine, para aumentar o conforto do motorista. Por meio de sensores, uma central eletrônica de interpreta as condições de rodagem, como irregularidades do piso e direção, e comanda um atuador hidráulico para compensar as torções. Com isso, nas curvas e mudanças mais bruscas de direção, as inclinações da cabine ficam mais suaves.


Fonte: Automotive Business

terça-feira, 22 de julho de 2014

FOTON ESCOLHE RANDON COMO PARCEIRA PARA ATUAR EM CONSÓRCIO

Empresa espera entregar 100 caminhões nos primeiros cinco meses de operações.

A Foton Aumark escolheu a Randon como parceira para introduzir no Brasil o Consórcio Nacional Foton e oferecer seus caminhões por meio da modalidade, caracterizada pela compra programada de bens. A fabricante, representante da chinesa Beiqi Foton Motor, oferecerá em suas concessionárias esta que será uma das opções para a compra dos caminhões da marca. Por sua vez, a Randon Consórcio, braço das Empresas Randon, será a administradora do sistema e cotas vendidas pela nova parceira.

Segundo Luiz Carlos Paraguassu, diretor regional sul e de relações institucionais da empresa, as atividades dedicadas a consórcio devem começar em até 45 dias:

“É um investimento em que você planeja com antecedência, a compra ou renovação do seu bem e não podíamos deixar este sistema de fora do nosso portfólio. O Consórcio Nacional Foton entra no mercado já com planos diferenciados, com entregas programadas que podem chegar a 100 veículos nos primeiros cinco meses de lançamento da operação. Estamos em processo de preparação e treinamento das nossas equipes de vendas.” 

Para Claudio Alberto Bassani, gerente comercial da Randon Consórcios, esta é mais uma importante parceria da empresa: “Especialmente considerando que envolve a Foton, mais uma montadora de caminhões, que é bem-vinda ao mercado brasileiro e para quem a nossa administradora está apta a oferecer todos os serviços de consórcio com a confiabilidade e segurança que o sistema exige.” 

Responsável pela importação e distribuição dos caminhões da Beiqi no mercado brasileiro, a Foton Aumark também responde pelo fornecimento de autopeças e todos os serviços de pós-venda, incluindo revisões e manutenções dos veículos. A empresa é uma das companhias de origem chinesa a se instalar no Brasil: em abril deste ano deu início a construção de sua fábrica, localizada em Guaíba, no Rio Grande do Sul.


Fonte: Automotive Business

terça-feira, 15 de julho de 2014

MERCEDES-BENZ MOSTRARÁ CAMINHÃO COM CONDUÇÃO AUTÔNOMA

Sistema Highway Pilot no Actros terá lançamento mundial no IAA, em setembro.

A Daimler aproveitará a edição 2014 do IAA, Salão Internacional de Veículos Comerciais, em Hannover, Alemanha, entre 25 de setembro até 2 de outubro, para apresentar ao mundo um protótipo completo, próximo ao modelo de produção em série do Mercedes-Benz Future Truck 2025, que consiste em um caminhão Actros 1845 equipado com o sistema baseado no conceito de condução autônoma. O protótipo já superou a fase inicial de desenvolvimento e acumula viagens a uma velocidade de até 80 km/h em situações reais de trânsito. Os testes foram realizados em uma rodovia alemã.

Com foco no aumento da eficiência e segurança e na redução de consumo de combustível e de emissões, o caminhão funciona com o sistema integrado Highway Pilot (piloto rodoviário) a partir da conectividade das funções do veículo com as estradas com condições adequadas para esta tecnologia, como sensores e câmeras inteligentes. Segundo a Daimler, a conectividade é a base desse avanço e dentro de dez anos, esta será uma realidade comum nas estradas da Europa. 

O caminhão do futuro equipado com o sistema de piloto rodoviário traz motor que desenvolve 449 cv de potência, adotado de câmbio automatizado Mercedes PowerShift 3 de 12 marchas. O design do semirreboque também faz parte do pacote tecnológico, resultado do Aerodynamics Trailer da Mercedes-Benz, que fez sua estreia mundial no IAA de 2012. As medidas melhoradas da aerodinâmica deste protótipo permitem reduzir o consumo em até 5%.

Entre os aspectos para a condução autônoma do protótipo, destacam-se um sensor de radar na parte dianteira inferior que explora a região de curta e de longa distância a frente do caminhão. O de curto alcance atinge 70 metros, enquanto o de longo alcance chega a 250 metros, monitorando a estrada em ângulos de abertura de 130 graus e 18 graus, respectivamente. O sensor de radar toma por base os equipamentos já disponíveis no Actros, como o sistema de controle de proximidade e o servo freio de emergência. 

Uma câmera estereoscópica 2D sobre o painel de instrumentos, atrás do para-brisa, também explora a área à frente do veículo, para orientação de faixa de rolagem. Com um alcance de 100 metros, o equipamento cobre uma área de 45 graus na horizontal e 27 graus na vertical. Ela também consegue identificar uma ou duas pistas da estrada, além de pedestres, obstáculos estáticos ou em movimento, outros objetos dentro da área monitorada e as características da via, além de reconhecer tudo o que se distingue do fundo, para que possa calcular com precisão o espaço livre disponível. O equipamento registra também as informações dos sinais de trânsito. 

Para monitorar as áreas à esquerda e à direita do caminhão na estrada são utilizados sensores de radar instalados nas laterais, montados em ambos os lados à frente do eixo traseiro da unidade de tração. Seu alcance é de 60 metros e os sensores cobrem um raio de 170 graus. 

Ao ativar o sistema piloto rodoviário (Highway Pilot), o motorista pode girar seu assento para o centro da cabine, para uma posição de trabalho ou de descanso. Com um console central de design diferenciado, similar a uma estação de trabalho de um escritório, o motorista terá a sua disposição um tablet removível com tela sensível ao toque para executar outras atividades e para a comunicação com sua base fixa ou a transportadora. 

Com a tecnologia, a Daimler aposta que os motoristas deixarão a função de apenas condutores para gestores de transporte e que passarão a operar em estações de trabalho sobre rodas, dando-lhes novas oportunidades de atuação profissional.


Fonte: Automotive Business

quarta-feira, 9 de julho de 2014

COMERCIAIS: VENDAS SEGUEM RETRAÍDAS

Anfavea prevê queda de 13% para caminhões e de 16,5% para ônibus.

Mesmo diante de expectativa positiva da Anfavea, associação que reúne os fabricantes de veículos, de que o segundo semestre será melhor do que foi o primeiro para vendas de autoveículos no Brasil, o segmento de caminhões tem grandes chances de não seguir a previsão. 

A Anfavea aposta que os pesados fecharão o ano de 2014 com aproximadamente 133 mil unidades vendidas, o que representaria uma queda superior a 13% em relação a 2013. Seguindo esta lógica, para se aproximar dos 133 mil caminhões, precisariam ser entregues no segundo semestre deste ano 68,4 mil deles, 6% a mais do que os 64,6 mil caminhões emplacados no primeiro semestre. 

Marco Saltini, diretor de relações governamentais e institucionais da MAN Latin America e um dos vice-presidentes da Anfavea, admite que chegar a este volume no segundo semestre é “praticamente impossível”. “Faltam quase 69 mil unidades para serem emplacadas. Precisariam ser vendidas, portanto, 11,5 mil delas em cada um dos seis meses restantes. Isso dificilmente acontecerá. Só conseguimos emplacar mais de 11 mil caminhões este ano em maio e isso porque o mês foi atípico, com contratos acumulados do período de transição para o BNDES/Finame Simplificado”, explica. 

Na visão de Saltini, “não haverá milagre” no segundo semestre porque o cliente não está comprando e não comprará por incertezas a cerca da economia. “O consumidor não está confiante e dificilmente ficará diante das revisões para baixo do PIB e da proximidade das eleições. O caminhão é um alto investimento, não é comprado do dia para noite”. O executivo lembrou que há disponibilidade de crédito, mas que os bancos também não estão confiantes para liberá-lo. 

Diante deste cenário, mesmo com a manutenção do PSI com 6% de juros ao ano, Saltini acredita que na melhor das hipóteses as vendas de caminhões devem manter o mesmo nível do primeiro semestre, se não caírem. “Não temos fatores que provem avanço. Até mesmo o governo que ajudou a movimentar o segmento de caminhões no ano passado, com 10 mil unidades adquiridas, em 2014 não encomendou nada”, aponta. 

DESEMPENHO DO PRIMEIRO SEMESTRE 

No primeiro semestre deste ano, com 119 dias úteis, segundo a Anfavea, foram licenciados 64,6 mil caminhões, o que representa queda de 12,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, que teve 3 dias úteis a mais. O segmento que teve a maior retração no período foi o de semileves, com queda de 27,7% de janeiro a junho; seguido por leves, com retração de 26,4%. Ambos estão sendo substituídos por comerciais leves por causa das restrições à circulação em grandes centros. Fora isso, seus compradores, que têm menor poder aquisitivo, são os mais prejudicados com a alta seletividade do crédito. 

Do total do semestre, 10,5 mil caminhões foram vendidos somente no mês de junho, que anotou queda de 16,7% sobre o atípico maio e de 19% sobre junho do ano passado. O segmento de pesados foi o que mais caiu de maio para junho: 22,8%. 

Como reflexo da queda nas vendas, a produção de caminhões despencou 18,8% de janeiro a junho deste ano na comparação com mesmo intervalo do ano passado, para 75,9 mil unidades. Saíram das linhas de produção 27,9 mil semipesados, 27,7 mil pesados, 14,2 mil leves, 4,7 mil médios e 1,2 mil semileves. O mês de junho foi responsável sozinho por 8,1 mil caminhões montados, volume 35,5% menor do que o produzido em maio deste ano e 49,3% inferior ao montante entregue em junho de 2013. 

As exportações de caminhões encolheram 18,3% no primeiro semestre, para 9,2 mil caminhões embarcados. A demorada negociação do novo acordo automotivo entre Brasil e Argentina, nosso principal comprador, impactou fortemente o setor. Em junho, foram enviados ao exterior 1,5 mil caminhões, 37,9% a menos do que o total de caminhões exportados em igual mês de 2013. 

ÔNIBUS 

Para o segmento de ônibus, a Anfavea prevê 27,5 mil licenciamentos em 2014, o que representaria queda de 16,5% em relação aos 33 mil emplacados em 2013. Mas Saltini também acredita que a meta não é factível. “As contas não fecham”. Depois dos 13,3 mil ônibus lacrados no primeiro semestre, para chegar aos 27,5 mil emplacamentos no ano, o segmento teria de vender 14,2 mil unidades até dezembro, em média de 2,4 mil em cada um dos seis meses restantes. O número é bem mais alto do que o licenciado em junho último: 1,9 mil ônibus (que representou queda de 20,5% em relação ao mesmo mês de 2013). 

De janeiro a junho, foram produzidos 19,1 mil ônibus no País, 11,1% a menos do que no mesmo intervalo de 2013. Na comparação entre junho do ano passado com o último, a queda foi de 37,9% na produção, para 2,5 mil unidades. 

As exportações de ônibus também caíram no semestre, o equivalente a 12,5%, para 3,4 mil unidades enviadas. Desse total, 532 ônibus foram embarcados em junho, o que representa um volume 41% menor do que o observado em igual mês do ano passado.


Fonte: Automotive Business

PRAZO PARA A REDUÇÃO DAS TARIFAS NA BR-101, EM SANTA CATARINA, É DERRUBADO

O prazo de 90 dias previsto para vigorar as novas tarifas de pedágio da BR-101, em Santa Catarina, reduzidas em 15% (diminuindo de R$ 1,80 para R$ 1,50 para veículos de passeio) acaba de ser derrubado pela Autopista Litoral Sul, a empresa que administra os pedágios da BR-101 em Santa Catarina, e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A determinação para que os preços baixassem era do Tribunal de Contas da União (TCU) e estava embasada em uma auditoria que apontou o descumprimento do contrato de concessão da rodovia - principalmente por obras e prazos atrasados sem justificativa. A redução deveria ser aplicada nas cinco praças instaladas no trecho São José dos Pinhais (PR) - Palhoça e valeria a partir do mês de agosto. 

Empresa e agência ingressaram com recurso contra o acórdão 1043/2014, publicado pelo tribunal no dia 24 de abril - o que gerou efeito suspensivo às determinações até que os contra-argumentos protocolados sejam apreciados em definitivo. O TCU informou que não há data prevista para o novo posicionamento do órgão. Entretanto, esclareceu que o processo tramitava desde 2011 e a determinação atual já é o julgamento do recurso. Por isso, não se discute mais o mérito da decisão - Autopista e ANTT interpuseram embargos de declaração, que serve somente para esclarecer pontos que não ficaram claros no acórdão. O contrato de concessão da rodovia foi assinado em 2008 e até o quinto ano a Autopista não havia executado nenhuma das obras mais importantes.


Fonte: Diario Catarinense

segunda-feira, 7 de julho de 2014

MERCEDES PASSA A MAN NO 1º SEMESTRE

E Volvo tira a Ford da terceira posição do ranking de caminhões.

A queda generalizada do mercado de caminhões na primeira metade do ano, com retração média de 12,2% em relação ao mesmo período de 2013, provocou uma revolução no topo do ranking das marcas mais vendidas. No primeiro semestre, líder e vice-líder trocaram de lugar: a Mercedes-Benz subiu à primeira colocação, deixando a MAN/VW na segunda. E tradicional terceiro lugar ocupado por anos pela Ford é agora foi conquistado pela Volvo.

Foi um semestre duro, em que as vendas demoraram a acontecer, primeiro por falta de financiamento do BNDES/PSI e, depois, pera retração da economia. A Volvo foi uma das duas únicas marcas a apresentar crescimento entre as 10 mais vendidas. De resto, Mercedes e Sinotruk tiveram retração abaixo da média do mercado e todas as outras seis amargaram quedas acima da média. Das 10, que representam 99,6% do mercado, só três conseguiram conquistar participação, todas as demais perderam market share.

Subindo ao topo do ranking, a Mercedes-Benz teve queda de 5,5% nas vendas nos primeiros seis meses do ano, mas desbancou a MAN/VW porque ganhou 1,9 ponto porcentual de participação, para 28,85%. A atuação forte nas duas pontas do mercado, pesados e semileves, vem rendendo frutos.

Em contrapartida, com presença inexistente em semileves e fraco desempenho com seus pesados, as vendas da MAN/VW caíram bem mais: 16,3%. Com isso, a marca perdeu 1,27 ponto de share e desceu para a segunda posição do ranking, com 26% de participação. 

Com forte presença no segmento de pesados, o menos afetado pela queda nas vendas de caminhões, além do bom desempenho de seu modelo semipesado, a Volvo conseguiu galgar duas posições no ranking semestral, subindo da quinta para a terceira posição, com ganho de 2,23 ponto porcentuais de share, o maior do período. Suas vendas cresceram 3,3% em meio à crise e a marca ainda ficou com 14,9% de participação de mercado.

Logo atrás, a Ford perdeu sua tradicional terceira posição e caiu para a quarta, com queda de 14,31%. Foi perdido 0,32 ponto de share, que desceu para 12,9%. A linha de extrapesados ainda não emplacou e o resto da gama está encaixada nos segmentos de maior declínio.

A Scania não conseguiu aproveitar em nada o momento de safra para vender seus pesados. Apresentou a maior queda percebida entre as dez marcas mais vendidas no semestre, com tombo de 28,3%, e também teve a maior perda de share, de 2,38 pontos, reduzindo sua participação para 10,5% e descendo da quarta para a quinta posição do ranking. 

Outra que na comparação semestral caiu uma posição, da quinta para a sexta, foi a Iveco, que registrou queda de 20,7% nas vendas do período e cedeu 0,71 ponto de participação, ficando com 6,55%. 

Todas as demais marcas de caminhões venderam menos de mil veículos no primeiro semestre. A International, graças à conquista de licitação pública para fornecimento de quase mil unidades de seu modelo semipesado, teve o maior crescimento de vendas do período (177%) e assim conseguiu seu primeiro ponto porcentual cheio de participação no mercado brasileiro, fechando o semestre com ganho de 0,81 e share de 1,2%. 

O restante das marcas tem menos de 1% das vendas de caminhões no País. A Agrale, mesmo com recuo de 20,9% na vendas do semestre, permaneceu com share estável de 0,29% e, ainda assim, subiu da nona para a oitava posição. 

A chinesa Sinotruk também subiu uma posição, da décima para a nona. Teve retração de 9,9% nas vendas, mas ficou com sua participação estável em 0,25% do mercado. 

A Hyundai, apenas vendendo seu estoque de caminhões médios HD, subiu da 11ª para a décima posição do ranking, mesmo com substancial declínio de 41,6% nas vendas do semestre, a participação praticamente não variou, ficou parada em 0,16%.



Fonte: Automotive Business

DAIMLER PRETENDE LANÇAR CAMINHÃO QUE DISPENSA MOTORISTA EM 2025

Veículo receberá tecnologia adaptada do Mercedes-Benz Classe S autônomo.

A Daimelr está empenhada no desenvolvimento de um caminhão autônomo, capaz de rodar de forma independente, com pouca ou nenhuma intervenção do motorista. A companhia pretende lançar uma versão de produção em 2025. 

A tecnologia será adaptada do Mercedes-Benz Classe S Intelligent Drive, protótipo apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt de 2013. Uma versão de teste baseada no extrapesado Actros já está em circulação. 

Com o desenvolvimento do modelo a Daimler pretende se destacar não só em volume de vendas, mas em inovação. A companhia mira a Volvo Trucks que, além da boa performance no mercado, tem se mostrado a companhia mais lucrativa do segmento.


Fonte: Automotive Business

quarta-feira, 2 de julho de 2014

REAJUSTE DE PEDÁGIO DAS RODOVIAS DE SÃO PAULO TERÁ ÍNDICE MÉDIO DE 5,29%

A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) anunciou que o reajuste médio a ser aplicado nas tarifas de pedágio das rodovias estaduais paulistas, a partir de 1º de julho, será de 5,29%. Na prática, quando o usuário passar por uma cabine de pedágio, o reajuste vai variar entre zero e 8,57%, conforme os índices publicados para cada concessionária. Em 2013, o IPC-A registrou alta de 6,5% e em 2014 mais 6,37%, que resulta numa inflação acumulada de 13,29%. O índice de reajuste das tarifas definido pela Agência Reguladora é 40% inferior à inflação do biênio, resultante de grande esforço para buscar a tarifa mais módica possível, respeitando os termos contratuais.

Com o reajuste definido em índice abaixo da inflação, a tarifa no Sistema Anchieta-Imigrantes, por exemplo, congelada desde 2012 em R$ 21,20, passará a R$ 22,00 no dia 1º de julho. Pela inflação do período chegaria a R$ 24,20, 10% acima do novo valor. Duas praças no mesmo sistema terão reajuste zero – Diadema e Eldorado, na Rodovia dos Imigrantes.

Para a tabela completa dos valores a serem praticados em cada uma das praças de pedágio, acesse: http://goo.gl/PL0qi8

A ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), em representação de suas associadas, acredita que a decisão do Governo do Estado de São Paulo de não autorizar, pelo segundo ano consecutivo, o reajuste da tarifa de pedágio de acordo com o que determinam os contratos de concessão - ou seja, pela variação plena do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), referente ao período de junho de 2013 a maio de 2014 – representa mais uma ação unilateral do Governo do Estado de São Paulo e, por não ter respaldo jurídico, é entendida pela ABCR como quebra do contrato de concessão. A entidade destaca que os investimentos e atividades decorrentes desses contratos permitiram ao Estado de São Paulo ter as melhores e mais modernas rodovias do país. A Associação acredita também que decisões unilaterais e sem respaldo legal como esta, sobre temas que já foram amplamente discutidos no Judiciário, podem colocar em risco a credibilidade do Programa de Concessão do Estado de São Paulo.


Fonte: sites da Artesp e da ABCR